DEBATES DE PRAÇAS

Esse espaço é dedicado a todos que lutam no dia-dia para manter com o sacrifícil da própria vida essa nação, mesmo não reconhecidos pelos esforços concedidos e da marcha em busca dos direitos que lhes são negados.

Parnaíba PI

14.6.09

CULTURA DA DERROTA

Se não pode com ele se alie.

Infelizmente esse é o pensamento corrente no meio intelectual e político do Brasil atual no que diz respeito a alguns comportamentos sociais comprometidos com a ilegalidade. Pensamento sutilmente disfarçado de intenção humanitária, por ideologia ou ingenuidade.

Nesse sentido há no Brasil a tentativa de algumas autoridades e organizações não governamentais de classificar comportamentos a margem da lei em problemas sociais e como problemas sociais as soluções apontadas são medidas puramente sociais, unicamente, chegando ao ponto de o Brasil ser o único país do mundo a tentar resolver os problemas da criminalidade e desordem social, somente com medidas sociais.

Foi nesse sentido que o ex-ministro da justiça Marcio Tomaz Basto, há dois anos, conseguiu com sua proposta de mensagem ao senado, modificar a lei dos crimes hediondos. Seu argumento foi: que o criminoso preso não pode passar muito tempo na prisão, porque assim fica revoltado e ficando revoltado é mais difícil a recuperação. Com isso a lei no formato em que se encontrava, desde o governo Collo, foi considerada inconstitucional, e, portanto modificada.

Ainda nesse mesmo sentido o criminoso deixa de ser um apenado para se tornar uma vítima, que deve ser recompensado pelos seus mesmos erros, tanto pelos benefícios de redução de pena, como por vantagens materiais para deixar de delinqüir. Assim, em vez de um condenado que deve pagar pelo seu crime temos criminosos bajulados e adulados, como se o fato desses, por ventura, se se arrependesse dos crimes cometidos, com essa atitude, fosse apenas um favor desses para com a sociedade. Esse pensamento levado à prática, de primeira, quebra dois princípios básicos da razão da pena para o criminoso julgado e condenado: quando a condenação do homem infrator da lei deve ou pelo menos deveria ter o efeito de intimidação para o próprio infrator e exemplo do que não deve valer a pena para quem por ventura compartilha o mesmo pensamento e tendência criminosa.

Falam-se na liberalização da maconha, aborto, legalização da prostituição, altanásia; há até quem defenda o fim das prisões substituídas apenas por penas alternativas, sob qualquer circunstância. O que chama atenção não são propriamente essas propostas, que em si são de um extremismo ativista radical, e sim os argumentos a que se apóiam esses pensamentos. É comum ouvir por parte dos defensores dessas idéias que o Estado não tem condições de reprimir esse tipo de crime, portanto melhor seria desconsiderá-lo e legalizá-lo. Quanto às prisões, não é bom manter criminosos presos, porque não ajuda na recuperação, assim dizem. Defendem a liberdade vigiada e a sociedade, essa, segundo eles, tem que pagar o preço pela liberdade democrática, isso é a sociedade teria a obrigação de suportar qualquer criminoso no seu meio em regime aberto vigiado, porque prisão não recupera. Esse tipo de distorção da democracia é próprio dos deficientes intelectuais em grau elevado, mas essas idéias saem da cabeça de intelectuais e pacifistas de plantão baseados em teorias materialistas. Como seria uma sociedade em que tudo seria liberado e onde o homem não controla seus sentimentos? Pelo menos devia haver discernimento na cabeça dessa gente para diferenciar utopia da realidade.

Algumas são mentalidades lançadas no ar e pouco-pouco ganha forma e adeptos. Para quem tem bom senso sabe o que podemos esperar de tais pensamentos pós-moderno, mas a ganância para mudar o mundo, de qualquer forma, é tamanha que muitos desconhecem qualquer conseqüência negativa que podem surgir junto com tais procedimentos, se levada à prática como querem.

O espírito humanitário, que tomou conta das mentalidades nos últimos tempos, esta sendo destorcido e tornou muitas pessoas importantes, formadoras de opinião, lamentavelmente, além de liberais em relação às atitudes individuais e diversificadas, seguindo o modismo das adversidades, também irresponsáveis, no que diz respeito a quem pratica crime deixando de vê-los como cidadãos prejudiciais a sociedade para tratá-los como vítimas confundindo direitos humanos com tolerância a criminalidade. É bom lembrar que a cultura da derrota, também contribui para a visão de que o criminoso é menos capaz intelectualmente, fator que levaria esse delinqüir. Essa visão do criminoso como um pobre ser vítima da falta de oportunidade, tolerado, mesmo que cause mal aos outros, é uma visão importada da religião apoiada no princípio de que quando se trata de ser humano tudo é possível para esse alcançar o arrependimento, mesmo que não demonstre nenhuma inclinação.

A desvalorização dos valores morais, na atualidade, substitui o pensamento tradicional pelos hábitos da modernidade, que valoriza o materialismo, torna a visão do homem desprovida do entendimento essencial da razão original beirando o risco da humanidade cair na superficialidade da própria existência através das atitudes sentimentalmente desmedidas. As questões existentes no Brasil e que estão em debates não podem serem resolvidas desse ângulo, ou estaremos plantando sementes de futuros problemas, ainda maiores.

Digo que a sociedade diante desses comportamentos drogas, aborto, prostituição, altanásia mantidos ilegais ainda é uma necessidade. A sociedade ainda não estar preparada para conviver com a liberalização total desses comportamentos. Sabe-se disso pelos argumentos poucos consistentes daqueles que se manifestam pela legalização de tais questões: como saúde pública, que o Estado não tem condições de combatê-lo, direito a ampla liberdade individual, o direito de fazer o que quiser consigo mesmo. Talvez numa época em que esses argumentos se encaixarem nas condições de insustentabilidade dessas questões seja possível o que pretendem, por enquanto se acontecer a liberalização total, como querem, será um atentado aos valores morais do cidadão de bem que ainda mantêm com sua decência a configuração do tecido social atual em meio a tanta turbulência lançada por aqueles que querem de todas as maneiras destruírem, simplesmente para satisfazerem seus prazeres bestiais em nome de uma falsa verdade: o ser humano atual ainda não estar preparado para conviver em liberdade total, quão longe ainda estar de conhecer o nível corrreto de comportamento para atingir a forma ideal da plena convivência social. O segredo para quem busca conhecimento é um passo de cada vez, em vez de um salto. “AVANTEBRASIL”.




“FÉ E LUTA”.

2 comentários:

Jesse Hudson disse...

Visito constantemente os blogs da blogosfera policial.
Visitei e gostei do Blog AVANTE BRASIL ASSUNTO DE PRAÇA.

Abraços da Equipe do Polícia e cia.
Hudson,

www.policiaecia.com.br
O site que virou mania.

Anônimo disse...

Creio que a liberdade total é impossível, mesmo que seja daqui a mil anos. Liberdade total é sinônimo de Libertinagem, que vai totalmente contra os princípios morais e éticos da sociedade . Se o individuo não sabe viver em sociedade ele tem que ser tolido de alguma maneira, que hoje chamamos de prisão. Estas prisões na verdade teriam que ser casas de recuperação, onde o delinquente aprenderia através de palestras, cursos, trabalhos internos a desenvolver boas maneiras ate poder ser devolvido a sociedade. Entretanto o que precensiamos hoje é uma verdadeira fabrica de marginais, que saem dez vezes pior do que entraram. Analisando por este angulo, creio que as prisões realmente teriam que acabar, mas o país não esta preparado pra conviver com estes fora da lei em seu seio. Por que não copiar modelos que estão dando certo? A China por exemplo: os presos trabalham para desenvolvimento da economia do país. Ninguem fica atoa com celular ligando pra quem quer que seja, ou tomando banho de sol pra não ficar branco. É claro que por traz dissso tudo tem gente se beneficiando, tirando proveito e enquanto isso a marginalidade aumenta cada vez mais. Preso, tem que andar com uniforme de preso. Não como oss que estão do lado de fora. Preso tem que ser tratado como preso. Temos que acabar com esta farsa que existe por traz dos diretores de presidios, que a cada dia engordam sua conta bancaria por conta dos marginais que estão sob sua custódia. Louco é quem pensa que um crimonoso pode conviver junto com a sociedade, estaríamos criando filhotes de cobra venenosa, que mais tarde nos morderiam e levaria-nos a morte.
http://inconformado-autnticosdapmerj.blogspot.com/